não curto esse lance de justificativa, mas como diria uma grande amiga: " quem não gosta, gosta e quem não gosta, curti", então é isso mesmo.
believe é meio que a palavra da vez pra mim. posso dizer que tem um significado especial, é mais do que simplesmente acreditar. passei por uma fase complicada, onde foram postos a provas minhas crenças e minha fé. onde precisei ter mais do que meus amigos, mais do que meus pais e a mim mesma para me manter em pé. o ano passado foi um ano de despedidas e eu odeio despedidas, então vamos dizer que foi um ano onde alguns ciclos se finalizaram, mais simples. todo encerramento é difícil e dolorido, requer certo preparo psicológico, ainda mais quando 11 anos da sua vida foram destinados a estar no lugar e com as pessoas em questão. não é fácil, não é. dizer adeus é algo que dói tanto, alias, acredito que essa palavra poderia ser banida do dicionário sem problemas, ninguém sentiria falta dela, foi aí que precisei acreditar.
querendo ou não, deixei para trás pessoas que fazem parte do que sou hoje. que cresceram comigo e me ajudaram a construir parte da minha história. pessoas que tinham a capacidade de me fazer sorrir em plena segunda-feira, sete horas da manhã, pelo simples fato de estarem presentes. procurei aproveitar cada segundo como se fosse único. cada oportunidade de trabalharmos juntos era bem-vinda, era prazerosa. porém, mais prazeroso que isso, foi ver todo o nosso trabalho sendo aplaudido no dia vinte de novembro, como foi gratificante, como fiquei orgulhosa das quarenta pessoas mais importantes da minha vida. independente das diferenças que realmente existiam, juntos eramos imbatíveis, disso eu tenho certeza e no fim das contas, o sucesso só foi grandioso por existir todas essas diferenças. percebi o quanto acreditava nas pessoas e o quanto as pessoas acreditavam em mim. "chegou a hora de vocês nascerem", assumo a dor ao ouvir isso, a sensação de abandono e ao mesmo tempo de ansiedade pela nova fase que estava por vir. prestar vestibular foram as preliminares para a nova fase da minha vida. não tive pressão, não fiquei ansiosa, não tive medo. simplesmente fui lá e dei o meu melhor. não me matei de estudar como muitos fizeram, não perdi noites inteiras de sono ou tão pouco tardes de sol com as minhas amigas. deixei com que minha sorte e minha competência falassem mais alto. depois de muito esforço, muito cansaço físico e mental, as merecidas férias. e depois da tempestade, vem sempre a calmaria. ouvir minha mãe dizer ao telefone: parabéns filha, você passou na Unicamp. isso foi algo que realmente não teve preço e não tem como descrever. passei na Unicamp sim, na primeira chamada, em Tecnologia Ambiental, curso em Limeira. orgulho do papai e da mamãe. e eu acreditei muito em mim. atualmente, estou cursando Engenharia Ambiental na Faculdade Oswaldo Cruz, na Barra Funda. e muitos me chamaram de louca pela oportunidade que eu joguei fora, mas eu me considero feliz. porque no fim das contas, eu percebi que não tem felicidade maior que ter as pessoas que eu amo por perto. porque o importante não é o que você tem na vida e sim quem você tem na vida, e eu tenho as melhores pessoas do mundo. já dizia Vinícius Queiroz, "quando há medo de ir embora, é porque vale à pena ficar." e foi por isso que eu fiquei. eu tenho muito que fazer aqui ainda, garanto. então, hoje eu digo que acredito! acredito em todas as possibilidades de mudanças, acredito que sorte e competência andam de mãos dadas, acredito na paz, acredito que no amor incondicional, acredito no destino e na escolha, acredito que nossos bens são frutos do nosso trabalho e acredito, acima de tudo, em Deus. eu acredito!