domingo, 17 de abril de 2011

sensações.

o que eu vim escrever hoje aqui é muito mais um desabafo do que um simples pensamento. há mais de um ano atrás, exatamente no dia primeiro de fevereiro de 2010 vim aqui desabafar sobre uma pessoa e é incrível como as palavras antes usadas, hoje para mim não fazem mais sentido, como são assustadoras. seria mais ou menos assim....

é incrível como eu achava que o conhecia. como eu achava que sabia das vontades, dos sonhos e dos desejos que ele tinha. sei que já fui alguém de muito valor mas hoje não passo de mais uma pessoa que ele vê na rua. imagino a seguinte cena: av. paulista as sete horas da manhã, talvez um milhão de pessoas passando ao mesmo tempo. seria assim, ele seria só mais uma pessoa em meio a multidão e eu também! ao mesmo tempo que sensações estranhas surgem em mim, um grande alivio as rebate e as transformam em nada, pó. quando você amou muito alguém e esse alguém te fez sofrer mais ainda, marcas ficam em você, as feridas se curam, mas deixam cicatrizes aparentes e essas podem vir a doer ou não. e hoje eu grito pro mundo que não dói mais. que sou imune a qualquer coisa, assunto ou lembrança que ele esteja contido. pra mim ele é realmente uma pessoa em um milhão na av. paulista, minha amada. aí eu penso para onde foi todo aquele amor, a veneração, o carinho, a cumplicidade, a paixão, o respeito, a consideração, o desejo, a amizade, a confiança, o bem-estar que ele me causava e todos os outros sentimentos que eu, um dia, cheguei a sentir. alguém sabe me dizer? não, claro que não. esse é o tipo de coisa que não se explica, mas eu acho maravilhoso que acabe. no começo, tinha medo de acabar. era loucura, claro que era. tudo o que eu sentia era um vício e ele era uma droga. eu estava tão infectada que me sentia dependente daquilo, a todo instante. era loucura, eu disse! mas, quando comecei a desinfectar percebi o quanto era doentio e cheguei a me assustar. por isso que hoje eu tenho tanto orgulho em dizer que acabou. minhas sensações são mais maduras, menos exageradas e mais racionais. talves por ter sofrido muito ou então por simplesmente ter optado por não mais sofrer a toa, mas isso tanto faz. o importante é que aqui ele não interfere mais, não faz mais diferença. bárbara osti

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